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Análise Psicanalítica de "A Metamorfose" de Franz Kafka

  Por Prof. Wagner Montanhini Franz Kafka, em sua obra "A Metamorfose", apresenta uma narrativa que transcende a simples transformação física de seu protagonista, Gregor Samsa, em um inseto. Essa mudança serve como um poderoso símbolo das complexas dinâmicas psicológicas e sociais que permeiam a vida moderna. Através de uma análise psicanalítica, podemos explorar as profundezas da alienação, do desejo e da identidade que Kafka tão habilmente retrata. A Transformação e a Alienação A história começa com Gregor acordando em um estado grotesco, transformado em uma criatura não humana. Essa metamorfose física pode ser interpretada como uma representação da alienação que muitos indivíduos sentem na sociedade contemporânea. Segundo a psicanálise, a alienação é um estado em que o indivíduo se sente desconectado de si mesmo e dos outros. Gregor, inicialmente o provedor da família, rapidamente se torna um fardo, simbolizando a perda de identidade e o isolamento que muitos experimentam ...

Franz Kafka: O Gênio Literário do Século XX

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  Por Prof. Wagner Montanhini Franz Kafka, nascido em 3 de julho de 1883, em Praga, é amplamente reconhecido como um dos escritores mais influentes do século XX. Sua obra, marcada por uma profunda exploração da condição humana, reflete temas de alienação, burocracia e a busca por significado em um mundo caótico. Embora tenha vivido uma vida relativamente curta — falecendo em 1924 — o impacto de Kafka na literatura e na filosofia é inegável. A Vida de Kafka Kafka cresceu em uma família judia de classe média em Praga, e sua relação conturbada com seu pai teve um papel significativo na formação de sua identidade e em sua escrita. A figura paterna autoritária aparece frequentemente em seus textos, refletindo a tensão entre a busca por autonomia e a opressão familiar. Após estudar Direito na Universidade Alemã de Praga, Kafka trabalhou como advogado e, mais tarde, como funcionário público, experiências que influenciaram sua percepção da burocracia e da alienação. Temas Centrais na Obra ...

Hamlet: A Tragédia de um Príncipe

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  Por Prof. Wagner Montanhini Introdução "Hamlet", uma das obras mais célebres de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601, é uma tragédia que explora temas universais como vingança, moralidade, loucura e a complexidade da natureza humana. A peça segue a história do príncipe Hamlet da Dinamarca, que busca vingar a morte de seu pai, o rei Hamlet, assassinado por seu tio Cláudio. A narrativa é rica em conflitos internos e dilemas éticos, refletindo as tensões da condição humana. Enredo A trama se inicia com a morte do rei Hamlet, que deixa o reino em luto. Cláudio, irmão do falecido rei, casa-se rapidamente com Gertrudes, a viúva, e assume o trono. O príncipe Hamlet retorna à Dinamarca e logo se depara com o fantasma de seu pai, que revela ter sido assassinado por Cláudio. O espectro pede que Hamlet busque vingança . A partir desse momento, Hamlet entra em uma profunda crise existencial. Ele finge estar louco para investigar a veracidade das palavras do fantasma e para di...

O Idiota: Uma Análise da Obra de Fiódor Dostoiévski

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 Por Prof. Wagner Montanhini Introdução "O Idiota", publicado em 1869, é uma das obras mais emblemáticas do escritor russo Fiódor Dostoiévski. A narrativa gira em torno do príncipe Míchkin, um personagem que, apesar de sua inocência e bondade, é rotulado como "idiota" pela sociedade que o cerca. A obra explora temas profundos como a moralidade, a natureza humana e a busca pela verdade em um mundo repleto de hipocrisia e corrupção. Contexto da Obra Dostoiévski escreveu "O Idiota" em um período marcado por suas próprias crises pessoais, incluindo problemas financeiros e de saúde. O autor estava internado em um sanatório suíço para tratar sua epilepsia quando começou a desenvolver a história do príncipe Míchkin. A obra reflete não apenas as lutas internas do autor, mas também as tensões sociais e políticas da Rússia do século XIX, onde as desigualdades sociais e os conflitos morais eram evidentes (Diniz). O Príncipe Míchkin Míchkin é apresentado como um perso...

Zenão de Cítio e sua Filosofia Estoica

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  Por Prof. Wagner Montanhini Zenão de Cítio (c. 340 - 264 a.C.) é amplamente reconhecido como o fundador do Estoicismo, uma das correntes filosóficas mais influentes da Grécia Antiga. Sua vida e ensinamentos surgiram em um contexto de agitação política e social, onde a busca por um sentido mais profundo da existência se tornava cada vez mais relevante. Neste texto, exploraremos a vida de Zenão, os princípios fundamentais do Estoicismo e seu impacto duradouro na filosofia ocidental. A Vida de Zenão Nascido em Cítio, na atual ilha de Chipre, Zenão começou sua trajetória como comerciante. Sua vida tomou um rumo decisivo após um naufrágio que o deixou sem bens e forçado a recomeçar em Atenas. Durante sua recuperação, ele se dedicou à leitura de obras filosóficas e se tornou discípulo de Crates de Tebas, um proeminente filósofo cínico. Essa experiência moldou suas ideias sobre a vida e a virtude, levando-o a fundar sua própria escola filosófica por volta de 300 a.C. no Pórtico Pintado ...

Friedrich Nietzsche e sua visão complexa e provocativa sobre os conceitos de vida e morte.

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  Por Prof. Wagner Montanhini Friedrich Nietzsche apresenta uma visão complexa e provocativa sobre os conceitos de vida e morte, desafiando as noções tradicionais e propondo uma reinterpretação que enfatiza a luta, a transformação e a aceitação da finitude. Para Nietzsche, a vida é um processo dinâmico, marcado pela vontade de poder e pela constante superação dos desafios. A Vida como Luta e Criação Nietzsche vê a vida como um campo de batalha onde forças opostas estão em constante conflito. Ele afirma que "a vida vive sempre às expensas de outra vida", o que implica que a existência é caracterizada por lutas incessantes entre vencedores e vencidos. Essa perspectiva sugere que a vida não é um estado de ser, mas um processo de vir-a-ser, onde o crescimento e a evolução são frutos das dificuldades enfrentadas. A vida, portanto, deve ser afirmada em sua totalidade — com todos os seus altos e baixos — e não apenas em seus aspectos positivos. A Reinterpretação da Morte Nietzsche p...

Friedrich Nietzsche e o conceito de "encontrar a si mesmo",

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  Por: Prof. Wagner Montanhini Friedrich Nietzsche oferece uma perspectiva única sobre o conceito de "encontrar a si mesmo", que se distancia das noções tradicionais de autoconhecimento. Para ele, o "verdadeiro eu" não é algo que está oculto dentro de nós, mas sim algo que devemos buscar ativamente, um processo que envolve transformação e autoafirmação. O Imperativo do "Tornar-se o que se é" Nietzsche enfatiza a máxima grega "tornar-se o que se é", que contrasta com o famoso "conhece-te a ti mesmo". Enquanto o último sugere uma busca introspectiva e racional por uma essência ou identidade fixa, Nietzsche propõe que o verdadeiro autoconhecimento vem da experiência e da ação. Ele argumenta que a busca por um ideal de "eu" pode levar à mediocridade e à conformidade, em vez de promover a individualidade e a singularidade. A Superação Pessoal Para Nietzsche, encontrar a si mesmo implica um processo ativo de superação. Isso envolve:...